As lentes esclerais se diferenciam das lentes de contato tradicionais por seu apoio na esclera, parte branca do olho, não tocam a superfície da córnea e por isso, são mais confortáveis, principalmente, para pacientes com córneas irregulares como acontece no ceratocone.

Idealizadas por Leonardo da Vinci, em 1508, foram as primeiras lentes apresentadas à comunidade científica mas a falta de oxigenação da superfície ocular foi a grande barreira para a continuidade do seu uso.

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O desenvolvimento de materiais permeáveis ao oxigênio permitiu, em 1983, a retomada da utilização das lentes de contato rígida e gelatinosa e, posteriormente, a volta da utilização de Lentes Esclerais.

Atualmente, há diferente formatos de Lentes Esclerais, entre elas, as corneo esclerais, mini esclerais, esclerais e esclerais grandes, onde a diferença é o diâmetro das lentes e a principal similaridade o apoio na esclera e o fato de não tocarem a córnea.

Mais recentemente foram desenvolvidas lentes esclerais com curvas personalizáveis, ajustando-se a borda, que fica em contato com a esclera, a região limbar, situada entre a esclera e a córnea, e o ápice da lente, atendendo assim às diversas curvaturas possíveis quando se tratam de córneas irregulares.

Apesar de todos os avanços, o uso continuo da lente escleral é desaconselhável, sendo necessário horários de descanso durante o dia, e o acompanhamento constante junto ao oftalmologista.

Como as Lentes Esclerais corrigem a visão mas não tratam o ceratocone elas só devem ser indicadas após o tratamento da doença, a fim de se evitar ou postergar, ao máximo, o transplante de córnea.

É Sempre Importante Lembrar! As Lentes Esclerais corrigem a visão mas não tratam o Ceratocone.

A adaptação de lentes de contato é um ato médico e portanto só pode ser realizado pelo médico oftalmologista, que vai garantir uma adaptação adequada, mantendo a hidratação e oxigenação da córnea, além do combate ás infecções que o uso da lente pode trazer.